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A fibra está sendo cada vez mais usada em redes de acesso em todo o mundo, conforme os provedores de serviços continuam a atender às demandas dos assinantes por serviços de maior capacidade. Optar pelo “aprofundamento da fibra” pode fazer parte de implantações G.fast para operadores de telecomunicações ou atualizações de arquitetura de acesso distribuído (DAA) para empresas de TV a cabo – entretanto, a próxima etapa (ou etapa final) é fibra total até as instalações (FTTP) ou até a residência (FTTH) e, para isto, os provedores estão utilizando redes ópticas passivas (PON).

Conforme mencionado em minha publicação anterior, o fator principal para que qualquer serviço (neste caso, FTTH) tenha o desempenho esperado depende de uma rede PON confiável e a forma de garantir uma rede confiável é testá-la e certificá-la adequadamente durante a fase de montagem ou construção. Tudo começa aqui.

Então, qual é a melhor forma de agir? As redes PON apresentam desafios específicos (como a certificação completa de ponta a ponta da rede)? E como esses desafios podem ser superados?

Como você provavelmente já sabe, as PONs são feitas de vários componentes: fibras de alimentação conectadas a splitters, conectadas a terminais/fibras de drop e, finalmente conectando-se a uma casa ou empresa, conforme mostrado no diagrama acima. Para garantir a confiabilidade da PON contra turn-up por meio de manutenção contínua, é importante garantir que a rede tenha sido construída corretamente. Durante todo o processo de construção, são realizados testes de certificação (ou deveriam ser, pois do contrário, você estaria apostando todas as suas fichas no vermelho… ou foi no preto?). De qualquer forma, sem testar, a chance de que tudo funcione é de 50/50. As fibras de alimentação e distribuição devem ser testadas isoladamente (ponto a ponto) assim que forem instaladas. Em uma publicação anterior no blog, vimos por que você pode querer testar essas fibras bidirecionalmente (Teste de fibra – Tenha a perspectiva certa). Se você for contratado pelo proprietário da rede para executar esse serviço, também analisamos maneiras de garantir que o tempo de teste e de certificação seja minimizado (Duas maneiras de reduzir o tempo de teste de fibra pela metade). E, caso esteja se perguntando se o teste bidirecional é realmente necessário, ele é recomendado nas normas do setor IEC 62316, 60793-1-40 e TIA-FOTP-61.

Assim que as fibras de alimentação e de distribuição são instaladas, os splitters são conectados ou, mais provavelmente, emendados no local. Em seguida, a rede precisa ser testada de ponta a ponta para garantir que haja continuidade, que os splitters estejam OK e que todos os conectores/emendas estejam corretos. Normalmente, isso é feito com um OTDR. Como já mencionei, em publicações anteriores analisamos as aplicações de OTDR para simplificar esse processo (Com FTTH/PON… Você está trabalhando de forma inteligente) e, criticamente, soluções que adotam e automatizam uma abordagem de teste ou aquisição múltipla usando diversas larguras de pulso de OTDR, que combinam os resultados em um único traço para facilitar a leitura e o envio para fins de certificação.

As larguras de pulso variáveis são a parte fundamental para testar uma PON de ponta a ponta. O teste de ponta a ponta é realizado apenas em uma direção (unidirecional) a partir da extremidade do assinante da rede, fazendo a pesquisa de volta ao escritório local. Você precisa de larguras de pulso de OTDR mais curtas para testar a fibra de drop/distribuição inicial, entretanto um pulso mais curto pode não ter energia suficiente para passar através do splitter. Assim, para testar e caracterizar o splitter, é necessário testar novamente e usar um pulso ligeiramente mais longo. Em seguida, há a fibra de alimentação no lado distante do splitter e, para alcançar e testar até o final, você precisará usar um pulso de teste ainda mais longo.

O desafio com esta abordagem de teste unidirecional de ponta a ponta é parcialmente o nível de precisão dos resultados na extremidade remota, mais próxima do escritório local. Por exemplo, a precisão das medições de perda feitas nas emendas na fibra de alimentação. O maior desafio é o tempo de aquisição do teste individual e o tempo de teste geral. Pulsos de teste mais longos usados para testar as fibras de alimentação em distâncias mais longas e através dos splitters exigem tempos de aquisição mais longos, o que resulta em menos testes por dia e mais tempo gasto no local certificando a(s) construção(ões).

Então, como você aborda o problema menor de precisão e o problema mais importante de tempo?

A resposta é adotar uma abordagem de teste bidirecional e testar parcialmente a PON em cada extremidade. O uso de dois OTDRs reduzirá o tempo de viagem ou quaisquer outros problemas associados à realocação de um técnico e testador do lado do assinante para o lado do escritório local da PON. É claro, isso traz a questão de reunir e combinar os resultados dos testes de dois OTDRs e o processamento posterior para criar uma certificação final de ponta a ponta. Isso acrescenta mais tempo e esforço, que geralmente eliminam qualquer ganho, portanto qualquer abordagem como esta deve incluir automação. O nível de automação necessário não termina apenas no teste de cada extremidade da PON. É preciso também coordenar o processo de teste para minimizar atrasos do operador em relação aos testes iniciais e transformá-lo em um único apertar de botão. A automação também deve cuidar da gestão dos resultados dos testes e geração de relatórios. Isso significa troca de resultados entre as unidades, além de combinar relatórios em um único traço/visualização/resultado/certificado. O resultado final seria uma solução para duas extremidades que requer apenas um técnico para iniciar os testes, minimizando o tempo de teste, mas também eliminando criticamente qualquer atividade pós-teste e o processamento necessário para recuperar e combinar os resultados dos testes e gerar relatórios.

Bidirecional: é um adjetivo!

E é exatamente isto o que a VIAVI oferece com a sua aplicação SmartLink Mapper (E2E-SLM) de ponta a ponta. Localizar um OTDR no escritório local significa que você pode testar a fibra de alimentação usando uma largura de pulso mais curta, o que significa precisão ideal de resultados e tempo mínimo de teste. Ao mesmo tempo, a unidade de campo na extremidade do assinante testa a fibra de drop/distribuição e o splitter e não precisa se preocupar com a fibra de alimentação (reduzindo também o tempo de teste). Habilitar a comunicação entre as unidades significa que o teste do alimentador pode ser acionado a partir da unidade de campo no lado do assinante e cuida da troca de resultados do teste, permitindo a geração dos relatórios diretamente no OTDR. Isso também significa que o dispositivo no escritório local não precisa de supervisão, liberando um técnico para fazer mais testes no lado do assinante, pois não é uma implementação presencial. Uma única unidade no escritório local pode suportar várias unidades de campo no lado do assinante.

Portanto, ao adotar uma abordagem bidirecional para testar a rede PON concluída, você pode melhorar significativamente a qualidade/fidelidade do resultado do teste. Isso, por sua vez, certifica que você tem uma PON de ponta a ponta de maior qualidade, economizando tempo simultaneamente durante o processo de teste e o de relatório/certificação.

Para obter mais informações sobre serviços e redes PON, confira nossa página sobre PON ou para obter um guia sobre qual teste é necessário em todas as fases do ciclo de vida das redes (montar->ativar a rede->ativar o serviço->manutenção>monitoramento), faça o download/pedido de uma cópia do nosso pôster Entendendo o teste de PON. Enquanto isso, veja a parte 3 dessa série: Certificando PON com arquitetura de splitter desbalanceada.

 

Atualmente, Douglas Clague é gerente de marketing para soluções de campo de fibra óptica na VIAVI. Doug tem mais de 20 anos de experiência em teste e medição com foco principal em tecnologias de fibra óptica e cabo, apoiando o mercado de telecomunicações. Antes da VIAVI, trabalhou como engenheiro de fabricação, engenheiro de soluções e gerente de desenvolvimento de negócios. Doug participou de vários painéis do mercado sobre tendências tecnológicas de fibra e cabo. Ele frequentou a Brunel University em Londres e graduou-se em Engenharia Elétrica e Eletrônica.

 

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