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Como sabemos, a demanda por serviços de banda larga está em alta e não está restrita ao ambiente urbano. Pessoas que vivem em áreas rurais também precisam de serviços de alta velocidade e boa qualidade, assim como moradores de cidade. Na maioria dos casos, especialmente em locais de novos projetos sem infraestrutura existente, serviços de redes ópticas passivas (Rede PON) e de fibra até a residência (FTTH) são vistos como protegidos contra obsolescência.

Este é uma preocupação importante em muitos países e levou muitos governos nacionais e regionais a lançarem projetos para incentivar os provedores a construir redes e fornecer serviços de FTTH para áreas urbanas e rurais.

O problema dos provedores de serviços é que este tipo de negócio nem sempre é a melhor solução, então eles buscam arquiteturas de rede PON alternativas para superar os desafios e fazer com que os business cases funcionem tanto para aplicações urbanas quanto rurais.

Um splitter (sobre uma mesa, para dar a ideia do quero dizer).

Até pouco tempo atrás, a maioria das implantações de rede PON era baseada em arquitetura tradicional com uma fibra alimentadora conectando um escritório local ou central a um splitter óptico montado em gabinete de rua. Em seguida, as fibras do alimentador conectam as portas do splitter ao cliente final por meio de um terminal central ou de derivação, montado em gabinete de rua ou em algum compartimento robusto semelhante. Os splitters nessas arquiteturas de divisão única são geralmente de 1×16 ou 1×32, igualando-se a uma porta comum e 16 ou 32 portas splitters alimentando o serviço para os clientes. Com muita frequência, esses splitters são emendados ao alimentador e às fibras de distribuição. Isso ajuda a reduzir as perdas ópticas, digamos, usando conectores (a reserva de perda óptica de rede PON é um problema crítico); entretanto, isto gasta bem mais tempo e esforço durante a fase de construção.

É bom para a maioria das aplicações ou ambientes, mas nem sempre é a opção mais atraente para os provedores de serviços, especialmente em ambientes urbanos mais densos, nos quais há um número maior de clientes em potencial em uma área geográfica menor. Nessas situações, os provedores de serviços podem optar por proporções de divisão mais elevadas e adotar uma arquitetura de splitters em cascata. Por exemplo, com um splitter de 1×8 alimentando vários splitters de 1×8 ou um splitter de 1×16 alimentando splitters de 1×4, é possível alcançar uma proporção de divisão geral de 1×64 – o que significa que uma única porta de terminal de linha óptica (OLT) pode atender até 64 clientes em vez de 32, proporcionando mais receita por porta OLT e um ROI melhor.

Há desvantagens nesse método. Uma delas refere-se à distância máxima (ou alcance) da rede PON, normalmente não mais do que 20 km, e isto significa que as arquiteturas em cascata e de maior razão de separação não são adequadas para ambientes rurais nos quais é necessário cobrir distâncias mais longas para atender a grupos menores de casas. Outra desvantagem é o custo inicial para construir a rede. Com os splitters sendo emendados em fibras, você precisa construir toda a sua rede PON de uma só vez. Não se pode construir estágio por estágio e de acordo com a demanda pelo serviço. Além do investimento inicial para a fibra e os componentes, o custo também inclui a mão de obra.

A resposta a essas questões está em uma abordagem mais recente, baseada em uma arquitetura de splitters desbalanceados (ou afunilada). Tais splitters também podem ser descritos como splitters balanceados pois dividem a potência óptica que chega em uma porta comum uniformemente entre as 4, 8, 16 ou 32 portas do splitter. Um splitter não balanceado, que é tipicamente um dispositivo 1×2, faz uma divisão desigual da potência óptica entre as duas portas do splitter. Por exemplo, essa divisão começará com algo como uma divisão inicial 10/90 com 10% da energia óptica alimentada através de uma porta e 90% na outra. Os 10% que são “compactados” entregarão o serviço a um cliente ou pequeno grupo de clientes enquanto os 90% que passam através vão alimentar o próximo splitter na cascata. À medida que você desce pela cascata de splitters, a proporção da divisão de potência mudará para derivar a quantidade correta de potência para fornecer o serviço; por exemplo, 10/90 para 15/85 para 20/80 e assim por diante:

O benefício desse método de splitters desbalanceados é a capacidade de cobrir distâncias mais longas entre os splitters e o serviço de cabos de saída (ou de derivação) para grupos menores de clientes. Este é o método ideal para aplicações rurais ou de alcance mais longo. Outro benefício é que os splitters desbalanceados são conectados, o que significa que construir uma rede PON pode ser mais rápido, algo análogo ao “plug-and-play” (sem gastar tempo extra para as emendas). Isso também significa que você não precisa construir toda a rede PON de uma só vez; é possível escalonar a construção como e quando houver demanda no local. Os splitters desbalanceados também são menores, exigindo compartimentos menores e, por isso, podem ser montados em postes. Ambos os fatores contribuem para reduzir os custos iniciais da implantação.

Nesse ambiente, definitivamente também há desafios. Mais conectores significam mais pontos possíveis de falhas, portanto a inspeção dos conectores torna-se ainda mais crítica do que antes. O grande problema é caracterizar e certificar a construção final de ponta a ponta com um OTDR. Qualquer OTDR decente e moderno será capaz de reconhecer um splitter balanceado em um traço e relatá-lo como tal. No entanto, splitters desbalanceados produzem uma assinatura de evento ligeiramente diferente e, a menos que o seu OTDR seja otimizado para reconhecê-la automaticamente, pode ser que o splitter desbalanceado seja mal interpretado como um conector ruim ou uma curva na fibra. Isso é interpretado como falha de certificação e será preciso retrabalho ou investigação desnecessários (ou até pior, uma manipulação ainda manual dos resultados do OTDR para alterar os tipos de eventos mal interpretados), sendo que tudo isto consome tempo e dinheiro.

Felizmente, a VIAVI já adicionou suporte para splitters desbalanceados aos produtos PON OTDR e aplicação FTTH-SLM formando a solução mais avançada do mercado para certificar arquiteturas de rede PON com splitters desbalanceados (ou afuniladas) tradicionais ou novos, de ponta a ponta. Isto garante que as tarefas de implantação, ativação e manutenção de redes ocorram corretamente – logo na primeira vez.

Para obter mais informações, confira nosso folheto de soluções para redes PON ou um guia sobre qual teste é necessário em todas as fases do ciclo de vida das redes (montagem->ativação da rede->ativação do serviço->manutenção), faça o download/pedido de uma cópia do nosso pôster Entendendo o teste de redes PON.

Se você perdeu os blogs anteriores, veja:
Parte 1: Comparação de análise bidirecional verdadeira e teste de loopback
Parte 2: Como melhorar a eficiência e a precisão ao certificar redes PON.

 

Atualmente, Douglas Clague é gerente de marketing para soluções de campo de fibra óptica na VIAVI. Doug tem mais de 20 anos de experiência em teste e medição com foco principal em tecnologias de fibra óptica e cabo, apoiando o mercado de telecomunicações. Antes da VIAVI, trabalhou como engenheiro de fabricação, engenheiro de soluções e gerente de desenvolvimento de negócios. Doug participou de vários painéis do mercado sobre tendências tecnológicas de fibra e cabo. Ele frequentou a Brunel University em Londres e graduou-se em Engenharia Elétrica e Eletrônica.

 

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